Março... Mês importante na luta pela igualdade e pelo respeito às mulheres. Neste 2018, absurdamente, neste mês, ocorreu o assassinato de uma das mulheres que buscava esse respeito: Marielle Franco. Uma afronta aos nossos direitos. Nossa luta não é pela hegemonia feminina, pois os parâmetros são completamente diferentes. O desejado é a liberdade de ser mulher e de se sentir mulher. Quantos anos ainda teremos que aturar o estereótipo limitante de ser de segunda linha? Do lar, esquentando a barriga no fogão e esfriando no tanque, este é passaporte para a ignorância e suposta autoridade masculina? Ser mulher bonita e inteligente é uma dualidade praticamente impossível no mundo masculino. Quantos assédios ainda teremos que aturar? Quantas raladas no ônibus? Quantas vezes ainda teremos que ouvir: deu para quem para conseguir alguma coisa? Quantas, ao longo da história, foram caladas no mundo por buscar novas oportunidades e pensar diferente do sistema patriarcal machista? Quantas mais de nós serão abatidas, preconceituadas, castradas e ameaçadas? Não importa, pois, nossa voz é e será ouvida durante os milênios, até que, finalmente, possamos ter a igualdade escrita e vivida. Nosso luto ainda persiste por aquelas que estacionaram e se demoram nos paradigmas deste mundo em desarmonia.

Esta edição é uma homenagem a todas, que doam de sua vida, seja como mãe, esposa, profissional, do lar ou da rua, cantada em canções, citada em versos, sendo protagonista no mundo e que de uma forma singular mostra que sim, o mundo também é nosso lugar!

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Claudia Nunes
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